Mulheres do agro

Apresentamos em parceria com o Projeto Suport D Leite, neste dia 8 de março, uma homenagem ao dia das mulheres: Rainhas atuantes no agro que nos inspiram…

Há muitas histórias para compartilhar de guerreiras que todos os dias, precisam superar inúmeros desafios, e, nesta postagem, vamos compartilhar fatos inspiradores sobre quatro mulheres do agronegócio!

A nós, fica o agradecimento a cada uma delas por abrir o coração e compartilhar com todos parte de suas experiências de vida…

Nada foi planejado, mas tudo se alinhou de forma a trazê-la de volta à terra natal e às raízes da família. Foi assim que iniciou a vida de Amanda Kirchner Piccoli Ferreira no agronegócio, no começo do ano de 2011.

Amanda, que nasceu em 19 de outubro de 1982 em Ijuí, é casada com Gregório da Rosa Ferreira e mãe de Mariah Piccoli Ferreira. Com graduação em Biomedicina, é especialista em Hematologia Laboratorial pela Unijuí e mestre em Ciências Médicas pela UFRGS.

Mas quando o incentivo da família despertou um sentimento mais profundo, Amanda tomou umas das decisões mais importantes de sua vida, tornando realidade o retorno à terra natal. A partir de então, mergulhou em um cenário totalmente diferente com toda a coragem e determinação, que são, também, marcas dos perfis de Egidio Piccoli e Jane Maria Piccoli, seus pais.

Deu-se início a uma caminhada de muito aprendizado, onde foi imprescindível ouvir as experiências familiares, tornar a prática, cotidiano em sua vida e imergir em diversos cursos, workshops, dias de campo e palestras técnicas.

Determinada a se especializar na área, Amanda cursou MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e, hoje, é a gerente administrativa da Copagril, empresa familiar do agronegócio onde pertence à segunda geração atuante.

A Copagril, com seus mais de 36 anos de atuação, tem um modelo de gestão focado nas necessidades dos clientes, oferecendo todo o suporte necessário ao produtor, desde o planejamento do plantio, o acompanhamento da lavoura e o recebimento da produção, até a comercialização dos grãos. Atuando também na produção de sementes, destaca-se por ser uma referência no segmento das forrageiras, como azevém, aveia preta, aveia branca, nabo, capim sudão e ervilhaca além, é claro, das sementes de trigo, milho e de soja.

Somando-se à administração da empresa, Amanda também é parte atuante na propriedade rural da família, situada em São Luiz Gonzaga.

O desafio tornou-se paixão e, hoje, seu ofício é a prova de amor a esta terra!

O plantio que gera prosperidade a este país, que leva alimento às mesas dessa gente, que faz sua família trabalhar junta, buscando melhorar e crescer cada dia mais e mais! Estes são os melhores incentivos para dar continuidade a esta história, deixar um legado para sua filha Mariah e fazer brilhar os olhos dessa atuante e competente mulher do agronegócio. 

Andréa Mesquita é Zootecnista, graduada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), apaixonada por animais e fascinada pelo universo da carne.

Fundadora do Território da Carne, sua missão é ajudar empreendedores e empresas da Cadeia da Carne Bovina a usar todo o potencial para transformar seus resultados através de práticas adquiridas por ela ao longo dos anos.

Foi eleita entre os 20 Zootecnistas de maior destaque do país pelo Beef Point em 2018, entre os 5 Zootecnistas mais influentes do mercado em 2019 pela Associação Brasileira dos Zootecnistas e ficou entre os TOP FIVE Agro Influenciadores mais lembrados do Brasil pelo portal Agro de Respeito e entre as melhores influenciadoras do agro, pela Compre Rural, em 2020.

Começou sua jornada profissional em uma grande multinacional, liderando projetos de redução de custo na ordem de milhões ao ano em mais de 40 frigoríficos. Seguiu, após se deparar com o desafio de gerenciar a produção de uma indústria de cortes premium porcionados. Lá também liderou as áreas de Qualidade e Pesquisa & Desenvolvimento.

Estas experiências permitiram contato com os mais bem-conceituados restaurantes e casas de carne do segmento, vivenciando de perto suas maiores dificuldades e absorvendo suas melhores práticas. Em 2018 saiu em expedição por mais de 50 cidades distribuídas em 8 países para estudar o que os diferentes tipos de estabelecimentos deste mercado estão fazendo.

Enfim, em uma caminhada de pouco mais de 8 anos, já se deparou com inúmeras situações em que pôde verificar que a falta de preparo do material humano, comprometeu os resultados da companhia e agora compartilha todo o aprendizado com o profissional da nova economia brasileira.

Jaqueline Paim Ceretta, 33 anos, nascida em Ijuí, cidade situada ao noroeste do Rio Grande do Sul.

Sou filha única, meu pai é tradicional na produção de leite e sempre teve apoio da minha mãe na atividade.

Mesmo com todas as dificuldades, eles tinham o objetivo que eu estudasse, e em meados de 2011 me formei em Química e segui em frente me pós-graduando em Gestão, licenciamento e auditoria ambiental. 

Trabalhei por um período na indústria Láctea no setor de Qualidade. Foi uma experiência que agregou muito aos meus conhecimentos de setor, mas percebi que não era o que eu queria. Então, no início de 2015, decidi retornar para a propriedade para trabalhar com meus pais. Enxerguei a possibilidade de ter meu próprio negócio, mas eu tinha convicção que deveria ser uma empresa eficiente e lucrativa.

Nesse momento a Agropecuaria Ceretta ganhava uma nova versão que viria a ter muito sucesso no futuro, mas foi um caminho de grandes desafios e muita luta. A maioria das propriedades familiares da região são tradicionalistas, e geralmente quando existe sucessão, elas são assumidas por filhos homens. Nós tínhamos pouco mais de 15 animais, uma conta bancária no vermelho e produzíamos 180 litros dia.

Foi muito difícil conquistar o apoio dos meus pais porque eles idealizavam outros caminhos para a minha vida. Até então eles não acreditavam na atividade porque só haviam tido prejuízo e não queriam esse futuro pra mim. Assumi o desafio, e priorizei mudar a cultura dos dois quanto aos métodos e formas de trabalho, agregando controle e profissionalização. Meu pai um dia me perguntou se eu tinha esquecido de pagar alguma conta porque havia sobrado dinheiro pela primeira vez, e nesse momento se formou uma equipe muito especial: pai, mãe e filha.

Então gradativamente, eles concluíram que tinham uma empresa para cuidar.

Enfrentei e enfrento muito preconceito por parte de alguns familiares e de pessoas do setor. Eu sou mulher, jovem, tenho pós graduação e assumi uma pequena propriedade. O que mais escuto é: “você não parece ser produtora de leite”.

Muitos falavam que eu não aguentaria uma crise no setor, então decidi que eu faria tudo da forma correta e que seria o mais eficiente possível para conseguir resultado no negócio. Hoje viramos referência em qualidade de leite na região, temos 43 animais no total e chegamos a quase 800 litros de leite por dia no pico de produção. Temos CBT e CCS baixas, sólidos altos e excelente média de produção por vaca e por área. São 12,4 ha de área útil, muitas metas e propósitos em uma empresa que mira no futuro com mais crescimento e especialização.

Em junho de 2020 junto com, outra produtora de leite, a Aliny Spiti criamos o Projeto Leite de Batom tem por objetivo fomentar o consumo de leite e seus derivados através de vídeos e postagens, buscando desmistificar mitos, melhorar a comunicação com o consumidor, ajudar os produtores na melhoria do produto, fortalecer os elos do setor, melhorar a autoestima das mulheres da atividade e tornar mais forte a união entre homens e mulheres da cadeia, deixando claro que precisamos um do outro.

Encontrei aqui, meu projeto de vida e busco sempre contribuir para a melhoria do setor. Recebo visitas de outros produtores e tento mostrar, através das redes sociais, que é possível o pequeno produtor se tornar grande em resultados. Mas pra isso é preciso ter sonhos, metas, foco e dedicação. Ser pequeno não é sinônimo de insucesso. Mas ter propósito pequeno, sim. Se inspire nos melhores e não se compare a ninguém, trace metas e acredite em você.

Roberta Zuge, médica veterinária, formada pela Universidade de São Paulo.

Na mesma instituição fiz mestrado e doutorado. Fui docente em universidades privadas em São Paulo. Em 2002, poucos meses após defender minha tese de doutorado, passei por uma seleção de Jovens Talentos, para um programa de governo do Estado do Paraná. Fiquei por quase uma década trabalhando com desenvolvimento de projetos e inovação. Pude trabalhar com o desenvolvimento da norma de certificação de leite, para o MAPA, projetos de inteligência artificial na pecuária e programas de certificação. Após esta experiência, abri uma empresa de consultoria e atuei em todo o país.

Pela Ceres Qualidade, trabalhei criando um programa de certificação, com garantia de rastreabilidade e segurança do alimento para uma grande cooperativa central do Paraná. Concebendo procedimentos e registros, manuais e capacitando produtores. Um grande trabalho de sustentabilidade do campo, atuando diretamente com os produtores.

Implantei também em diversas propriedades, em realidades distintas, desde propriedades robotizadas a assentamentos rurais, as boas práticas agropecuárias. Estes trabalhos diretamente no campo, junto ao produtor, é uma grande satisfação, quando se percebe que seu conhecimento acumulado é utilizado e faz a diferença para a vidas das pessoas e dos animais. Neste período, também ministrei muitos cursos e treinamentos, além de diversas palestras em congressos e eventos.

Por dois anos fui superintende técnica da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, lá assumi a missão de adequar a associação às novas legislações, adequando regulamento e criando procedimentos, de forma a harmonizar a ação das distintas filiadas. Neste período, pude adequar as redes sociais, ampliando a divulgação da associação junto aos criadores.

Também, durante meu tempo de ABCBRH, o Brasil foi responsável por albergar o congresso Holstein de Las Americas, evento que desde 2002 não ocorria no Brasil. Assim, pude participar de forma protagonista, na organização do evento, que recebeu representantes das associações desde o Uruguai até o Canadá. Foi uma excelente oportunidade de mostrar o perfil e qualidade do rebanho brasileiro.

Em 2020, em parceria com outros sócios, lançamos o Milk Wiki, um aplicativo para atendimento das INs 76 e 77. Outro imenso desafio, captar todas as informações do campo, em tempo real, e disponibilizar aos laticínios para concepção dos planos para aderência das legislações. Consegui unir a tecnologia aos conceitos de boas práticas e certificação. Otimizando o tempo no campo e facilitando para os profissionais dos laticínios.

Como a vida é feita de rupturas, em 2020, no meio da pandemia, eu me mudei para Luxemburgo, a pedido da minha filha, para que ela estudar no Colégio Internacional, que é parte da Escola Europeana. Por sermos também cidadãs luxemburgueses, ela tinha esta escolha e desejava estudar mais. Assim, com as malas prontas nos mudamos. Hoje mantenho as atividades profissionais no Brasil, afinal a tecnologia me permite monitorar as propriedades pelo APP Milk Wiki, e busco meu reconhecimento para poder atuar também como veterinária no meu segundo país. Moro rodeada de vacas, num país com foco em tecnologia e que continua investindo no setor rural.

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